segunda-feira, 11 de outubro de 2010

para o Bruno Silva, guitarrista.

Falando de guitarristas a solo, importará colocá-los numa linhagem. Bruno Silva dá-nos guitarra eléctrica que confunde esta premissa, não porque nele não se reconhece admiração por alguns ( Orcutt, Mota, Knopfler), mas porque nos lembramos que esta música se releva ( e às outras ) para uma justaposição planante, unívoca, de inúmeros estudos possíveis sobre o instrumento.

A guitarra de Bruno Silva é uma entre muitas. A dele evoca coisas que a uma guitarra é inevitável evocar: o pathos e o estrebucho improvisatório do blues, a inventividade intuitiva que se exige ao tocador de um instrumento sempre novo e sempre velho.

É uma guitarra representativa da sua comunidade, não como porta estandarte, mas porque ela Acontece, no meio de tanta boa guitarra que se vira para todos os tempos e lugares. E aqui chegamos lá, à música dele. Uma invocação de Bruno Silva é uma demarcação de território muito fosca, onde a melodia implode, perdendo tempo - imiscuindo os seus sons numa mancha de música que se cala momentaneamente perante esta intuição fodida.

Sem comentários:

Enviar um comentário